Frações de mim - Os momento
domingo, 19 de abril de 2009 by Gê
Cada instante que se passa,
já passou, virou lembrança,
cada instante que se aguarda,
e desejo, esperança.
O momento é o agora,
e o agora logo passa,
por isso vivo, com tudo que posso,
para os momentos viverem,
para as lembranças existirem,
para os desejos se renovarem.
Frações de mim - Os sorrisos
sábado, 4 de abril de 2009 by Gê
Tanta alegria, de onde vem?
Vem de dentro, das esperanças,
vem de fora, do azul do céu.
Da onde saíram todos esses sorrisos?
Saíram das minhas loucuras,
e alguns da minha sensatez
Saíram do nada, ou do tudo.
De onde surgiram tantas felicidades?
Vieram de não sei onde,
mas em muito bom momento,
vieram restaurar a minha antiga verdade.
Frações de mim - As esperanças
by Gê
só nisso creio,
não tenho esperanças
em ser feliz,
mas viverei,
tentarei,
buscarei,
tudo que ainda desejo.
De mim se esvaiu
muitas esperanças,
mas incisto,
resisto,
com o pouco que resta
de minhas antigas esperanças.
Frações de mim - O nada de mim
sábado, 28 de março de 2009 by Gê
ouvindo sua voz doce em meus ouvidos,
mas você não está aqui.
Nunca esteve.
Sento-me de baixo de uma arvore,
e busco um porquê para tudo isso,
que me machuca, me despedaça,
mas não há.
Nunca houve.
Reuno meus pedaços
e volto a caminhar sem rumo,
imersa em minhas dores.
Sem você.
Sem porquê.
Vou, apenas vou, em busca...
Frações de mim - A dor do vazio
sábado, 21 de março de 2009 by Gê
e não há nada que me ofereça suporte,
me sinto fraca, desprotegida,
e por dentro um enorme vazio
que só faz transparecer meus tormentos.
Não sei nem mais o que quero,
nem onde estou, nem mais o que estou fazendo.
Vou buscando a luz no caminho,
que possa me guiar até algo.
Permaneço no vazio, transparencia,
não enxergo, pois não há o que ver,
estou presa no vazio de mim mesma,
lutando contra tudo embusca de vida.
Cortante vazio, que me desespera.
Frações de mim – O Reinício
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 by Gê
Imersa em indagações,
crio minhas próprias certezas,
me renovo em meus anseios,
modifico as esperanças.
Desisto de uma séria de coisas,
que de repente, se fizeram passado,
retomo a um ponto de equilíbrio,
do qual eu me fazia tão distante.
Nova oportunidade me dou,
transgredindo meus passos,
a um caminho que desconheço,
mas que por agora, será o meu.
Desejo a viva, somente,
desejo recomeçar as tentativas,
desta vez do zero.
Reiniciar,
abrir os olhos para a realidade,
pois ela está a minha porta,
e me chama suavemente,
com tal firmeza que me parece
ser impossível não seguir junto dela.
Reinicio com a certeza,
de que um novo caminho é necessário,
mas levo alguma bagagem, inevitável.
Fecho os olhos e digo a mim mesma,
agora é a hora de seguir em frente.